Page 292 - Livro Tratado de lesões da coluna no esporte
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membros superiores, inferiores e função esfincteriana.                                        (2)


            A mielopatia  cervical  clássica, secundária  à  estenose


            do canal vertebral, é multifatorial, relacionada a fato-

            res genéticos e ambientais. No entanto, devido a al-


            terações degenerativas, é mais comumente observada


            a partir da sexta década de vida, momento no qual a

            degeneração da coluna vertebral cervical pode promo-


            ver processo de hipertrofia tecidual, com consequente


            diminuição do espaço destinado à medula espinhal.

                   Na maioria dos casos, apresenta evolução lenta e


            silenciosa. Apesar disso, é importante identificar casos

            de pacientes que apresentam estenose cervical preco-


            cemente, com ou sem mielopatia associada, pelo risco


            de sequelas permanentes.

                   Existe um grupo de pacientes que apresenta  es-


            treitamento constitucional do canal cervical, em  sua

            maioria, oligo ou assintomáticos inicialmente. Esses pa-


            cientes apresentam risco aumentado para neuropraxia


                                                                                                          (3)
            temporária pós-traumática durante prática esportiva.
                   Apesar de muito estudada, quando presente em atletas,


            profissionais ou amadores, a estenose cervical apresenta al-


            guns aspectos particularidades, que devem ser levados em

            conta na hora de optar pela conduta médica mais adequada.




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